Só quando eu vi o sangue em minhas mãos eu me dei conta do que eu fizera.
Refleti uns instantes sobre as consequências do que eu acabara de fazer. Liberdade, certo? Um sorriso se formou no meu rosto. Eu não tinha culpa total nisso, concluí, afinal eles tiveram o que mereciam.
Escutei um barulho na porta da frente.
Abaixe, peguei o machado e me dirigi ao hall de entrada pensando qual
seria a reação do meu pai quando visse o machado indo de encontro ao seu
pescoço. Ri e imaginei ele sobre a lareira, preso como um alce
empalhado. Sim, liberdade. Eu já havia dado a entrada, agora só faltava pagar a última parcela.
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