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Ontem eu fiquei furiosa com você – Ana andava de forma graciosa pelo
quarto com as mãos para trás – nunca levei um bolo de um garoto, pelo
menos nunca depois de ficar com este corpo, fiquei pensando “como ele
pode” e “quem ele pensa que é”. Foi quando recebi a mensagem de que você
fora atropelado. Um garoto foi atropelado indo me ver. Eu poderia ter
sido a ultima pessoa que alguém pensou antes de morrer e isto é lindo.
Foi o que eu pensei. Estranho não é.
- Ana? É você mesmo?
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Sim, eu vim correndo para o hospital, mas não me deixaram entrar.
Falaram que havia passado o horário de visita. Eu só pensava em você.
Então eu fiquei triste, imaginei você machucado, por minha causa.
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não foi a primeira vez, eu me machuquei todas as vezes que a via com
outros homens, sempre que você tinha um encontro eu ia para casa
chorando. Ficava pensando porque eu não conseguia ter você.
Ana
aproxima-se de Jason e senta-se sobre ele, ainda deitado na cama do
hospital, ela acaricia o cabelo do garoto e aproxima seu rosto do dele.
- Foi lindo, nunca imaginei que alguém conseguisse chorar por mim. Nunca pensei que alguém sofresse por minha causa. É triste, mas um lado meu gosta.
- Então, quando eu sair daqui. Me da mais uma chance?
- sim – ela sorri – disseram que você não está muito machucado, mas eu não quero feri-lo mais. Nos vemos amanhã.
Assim que Ana sai do quarto os dois anjos aparecem, Jeliel toma a frente.
- Está feliz agora?
- Quem são vocês?
- Já se esqueceu?
- Você é aquela mulher que conversou comigo duas noites atrás. Seu nome...
- Eu não disse meu nome, você não queria um nome, queria conforto. Agora quer respostas.
- Como você entrou aqui e quem é ele?
- Não, ele não é meu namorado, é o que você está pensando.
- Não, eu...
- Não minta, eu consigo ler sua mente. Meu nome é Jeliel e este aqui é Raziel.
- Quem são vocês?
-
Ainda não percebeu? – Raziel toma a frente – O que você sente? Não
pense, a racionalidade atrapalha sua espécie, apenas sinta. Quem somos
nós?
- Algo de bom, mas não faz sentido.
Jeliel se aproxima, revelando uma luz de fogo que envolve seu corpo, pouco antes de um par de asas surgir.
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