quinta-feira, 25 de abril de 2013

Vampiras,Vampiras - Por Adriano Siqueira


Tem melhor tato do que elas?
Que nos rodeiam e se camuflam
em timidez só para chegar
mais perto e arracar seu coração.
Mesmo assim, ficamos ao seu lado...
quase sóbrios.
Compartilhando os caminhos sombrios
de uma noite deliciosa.
Tudo fariamos para sentir seus toques,
conhecer seus desejos, suas vontades,
prazeres que não contam... Realizam.
Mesmo perdendo no suor e no cansaço,
nós ganhamos sua atenção.
Vale o momento.
Os pequenos segundo daquele olhar
que jamais veriamos em
uma simples mulher.
Ou será que elas é que são
simples e as outras é que
dificultam tudo?
Vampiras querem matar a sede,
seduzindo.
E quem não quer dar de beber para estas
criaturas noturnas?”

Vale do Lobisomem-J.J de Souza (Final)


As mulheres choravam, gemiam, ficavam todas juntas.
Marcelo foi até Rodrigo e perguntou – O que é aquilo?
-Eu disse, esse é o vale do lobisomem.
-Você já tinha visto essa coisa?.
-Sei quem ele é – disse Rodrigo atirando em Marcelo a bala de espingarda pegou no ombro esquerdo – Desculpe!O meu filho é assim que posso fazer.
Marcelo ficou caído , Silvia ficava junto das meninas, chorando tentando proteger uma a outra, um dos menino, o mais baixo, Fred, era o único que se mantinha calmo, Silvia reparou a arma na sua mochila de Fred.
Rodrigo engatilhou a espingarda novamente – Diga adeus esse mundo.
Alguém atirou na cabeça de Rodrigo, Marcelo, com uma dor insuportável no  ombro virou a cabeça para ver quem era,um dos homens do governador.
-Ainda preciso das fotos – disse levantando  Marcelo – sua vez vai chegar.
O lobo com um movimento de pata dianteira acertou um das meninas, Marcelo não tem certeza, mas era do silicone, depois com o movimento da outra pata, atravessou o abdômen da musa do face book, finalmente cravou os dentes no pescoço  homem do governador que já tinha atirado varias vezes com balas comuns, sua ação e força eram sobrenatural, quando se virou para Silvia,Marcelo ouviu um  tiro, uma bala de prata atingiu o lobisomem,que caiu.
Quando se vem para o vale do lobisomem,é melhor trazer uma bala de prata.
Depois Marcelo lembrou dele, era o garoto que citou Berkeley

A Pavorosa Mansão dos Ludwig - Rodrigo Cesar Picon de Carvalho(Parte 5)


O quadro era antigo. Sua moldura, destruída pela ação de cupins durante anos, caía aos pedaços. Estava completamente empoeirado. Parecia ser um retrato, de alguém do século XVIII. Representava uma mulher nobre da aristocracia prussiana. Abaixo do retrato, ainda no interior da velha moldura, estava escrito:
"Gräfin Anna Ludwig von Russland, Herrin Aller Dieser Länder" – algo como Condessa Anna Ludwig da Rússia, Senhora de Todas Essas Terras.
- Ludwig... – disse Diana, pensativa. – Onde será que eu já ouvi esse nome?
Diana caminhou em direção ao seu notebook e ligou-o. Assim que o aparelho terminou de ligar, abriu uma página da internet e procurou por "Condessa Ludwig". Diversas páginas apareceram, e a mulher abriu uma delas. Contava sobre a história do Conde Adolph Ludwig (1688/1729), senhor de todas as terras a oeste da cidade de Berlim durante o início do século XVIII, e que foi enforcado depois de assassinar brutalmente sua família – a esposa, Anna da Rússia, e seus quatro filhos. Diana ficou estupefata ao descobrir se encontrar no antigo castelo do Conde Ludwig; castelo este que, segundo lendas que permeiam desde o século XVIII e XIX, contadas de boca em boca por pais aos amedrontados filhos, era assombrado pela alma de Anna e de seus filhos, que procuravam por Ludwig, a fim de saciar sua sede de vingança. Diana temia essa lenda, contada por seu avô, que conheceu o Hotel Kakashoro e sabia dos estranhos acontecimentos que permeavam o desaparecimento de seu dono durante o final da Segunda Guerra Mundial, e agora se encontrava em seu cerne.
Foi tomada por um súbito calafrio, seguido de um incontrolável tremor. Repentinamente, para tão somente piorar sua situação, um imenso estrondo aconteceu logo atrás de Diana, no mesmo recinto. A parede que quebrara não aguentou ter uma parte sua destruída e acabou por sucumbir, indo ao chão. O barulho foi ampliado pelo eco causado pelos corredores múltiplos do local. Diana sobressaltou-se. Virou subitamente para trás, vendo o estrago causado pela queda da parede – uma cômoda e sua cama estavam sob a parede de tijolos.
Diana, que já se encontrava com medo, tremia de medo e segurava para não chorar. Queria correr, queria fugir daquele lugar. Talvez o que o funcionário da prefeitura falou não estava de todo errado.