domingo, 30 de dezembro de 2012

Ghouls ou Carniçais

      Ghouls ou em português, Carniçais, são criaturas do folclore árabe que estão presentes em todo o mundo.
      São associados com os Cemitérios e os defuntos.
     Ghouls são conhecidos principalmente por consumir a carne humana, daí vem o seu nome Carniçal, ele se alimenta dos restos de cadáveres que sobram nos caixões que os próprios assaltam, depois de comer a carne, eles ficam com os ossos para roer.

      Eles geralmente habitam cemitérios e lugares abandonados, vivem por baixo da terra para não serem vistos pelos humanos vivos. Algumas histórias afirmam que são os filhos de Lúcifer.
       Em algumas versões, os Carniçais são demônios capazes de se transformar em animais, precisamente    Hienas, hipnotiza as pessoas com um olhar penetrante, devora crianças, ataca as sepulturas, rouba e come os mortos e os vivos, um bom exemplo dessa versão de Ghouls pode ser encontrada na primeira temporada da série de TV Buffy A Caça Vampiros.
    Na Mitologia Iraniana, os Ghouls são criaturas que se parecem com os humanos, e não são necessariamente do mal, apenas precisam da carniça para sobreviver.
    Ghoul também é uma palavra usada para se referir a uma pessoa que se delicia com o macabro, assim como os Carniçais.

Zumbis ( Mortos-Vivos)

   Os Zumbis são criaturas originadas do Haiti, são pessoas mortas, trazidas de volta a vida por magia negra, como não estão definitivamente vivos, eles não sentem dor, são irracionais e totalmente controlados pelo feiticeiro que os reanimou.
    Esse ritual de reanimação de um corpo morto é chamado de Necromancia ou Ritual Necromântico, onde o feiticeiro, praticante de magia negra e vodu, desenterra o corpo, realiza o ritual com tambores e outros tipos de objetos, para reviver o corpo e torná-lo totalmente sob seu controle.
    Zumbis são temas de vários filmes, e jogos, como Resident Evil, e também associados muito com os mortos vivos.
    Mortos Vivos são seres semelhantes aos Zumbis, seres que não estão nem mortos, nem vivos, saem de seus túmulos em estado de transe, possuem a pele apodrecida e um cheiro horrível de excremento humano podre, andam sem rumo, com suas partes do corpo caindo pelo chão, como os braços, as pernas, dentes, dedos, olhos, tudo do ser humano que vai entrando em decomposição com o tempo.
   Para matar os Mortos Vivos ou Zumbis definitivamente, deve-se arrancar a cabeça, ou algum tiro na mesma. Sua mordida é contagiosa, e quem é mordido por um deles, vai começar a sentir enjôos, depois o coração para, e o sangue perde a circulação, é assim que acontece a transformação em uma pessoa.   

BRUXAS

   A palavra Bruxa pode vir de origem celta ‘brixtã’ que significa feitiço, ou pode vir do Gaulês Brixtia, nome de uma deusa.
   As bruxas são mulheres com bastante inteligência, e vasta de conhecimentos sobre a natureza, e magia. Varias delas usam sua magia para o bem (magia branca) e para o mal (magia negra).
   Existem várias lendas, mitos, contos e fatos sobre bruxas, um fato importante para a historia ocorreu na Idade Média, quando mulheres acusadas de praticarem bruxaria, foram caçadas e levadas à inquisição para serem queimadas pela população pelo motivo de pagarem seus pecados, pois acreditavam que elas possuíam poderes sobrenaturais, algumas dominavam as forças da natureza, e algumas vezes, transferiam seu espírito para gatos pretos e tudo o que faziam era maldade. Pessoas curandeiras, também foram acusadas de Bruxaria na Idade Média, por associarem seus costumes de conhecimento da natureza.
    Quando falamos em bruxas, logo lembramos a imagem, de uma velha, enrugada com nariz torto e verrugas, Que usa um chapéu pontudo de fivela, roupas e molambos rasgados, e voando em uma vassoura.
   As bruxas praticantes de magia negra são aquelas que jogam pragas nas pessoas, e fazem feitiços de hipnotismo, e várias outras magias com uma só intenção, a de prejudicar.
   Já as bruxas usuárias de magia branca, são as consideradas curandeiras, que o objetivo é usar o conhecimento da natureza, para plantar e colher ervas medicinais, com o objetivo de produzir algum remédio, mas nada pra fazer o mal.
    Outra historia que envolve bruxas, que é antiga, é que são mulheres acusadas de terem “relações intimas” com o demônio, em troca de poderes sobrenaturais para praticarem o mal. 
   Hoje em dia, há uma religião neo-pagã, evoluindo e crescendo cada vez mais chamada Wicca, onde se cultua a fertilidade, e a deusa mãe, surgiu na Europa antiga, mas já se espalhou pelo mundo.
   As bruxas são famosas mundialmente, assim como outros seres, são tema de literatura, cinema, séries de TV, desenhos animados e varias outras coisas.
   No cinema: Abracadabra, As bruxas de Salém, Da Magia a Sedução, Jovens Bruxas, saga Harry Potter entre vários outros.

 

Corvos

   Os corvos são aves de costumes sombrios e macabros, que por conta deles, levaram fama de animais sinistros e algumas vezes até sobrenaturais, tornando-se um dos símbolos do Halloween.
    Os estudiosos descobriram com o passar do tempo que os Corvos são muito inteligentes, e têm a capacidade de usar três ferramentas em sucessão para conseguir chegar até os alimentos.

    Na Idade Média quando o sobrenatural era comum, eles eram vistos como presságio da morte, ou algum demônio disfarçado a procura de alimento, por ter costumes necrófagos, ou seja, eles se alimentam de restos de animais, carniça.
    Assim como os gatos pretos, nas antigas historias inglesas, as Bruxas se transformavam em corvos, e por possuírem penas pretas e emitirem sons assustadores durante a noite, pioravam sua fama. 
   Os corvos também se tornaram populares por serem animais de estimação de bruxas e outras criaturas sobrenaturais. 

      Na historia em quadrinhos chamada O Corvo, que resultou em filme gótico, o personagem principal Eric Draven e sua namorada são assassinados na noite de 30 de Outubro, precedente do Halloween, e um ano depois, guiado por um Corvo, Eric volta do mundo dos mortos para se vingar de seus assassinos. 

      O filme foi estrelado por Brandon Lee, filho de Bruce Lee, que faleceu nas gravações de O Corvo, foi vitima de uma bala de revolver enquanto filmava a cena de sua morte, esse acidente foi muito estranho pois em estudios de gravação não é permitido o porte de armas de fogo de verdade, alguns acreditam que realmente foi um acidente, mas há quem diga que houve conspiração na morte de Brandon assim como acreditam que houve conspiração na morte de seu pai.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Harpias...

    Na mitologia grega, as Harpias eram monstros híbridos assim como Sirens, Centauros, e Esfinge, ou seja, uma quimera, com corpo de aves de rapina, tendo seios e cabeça de mulher.Às vezes eram classificadas como espíritos alados, e ficaram conhecidas por roubar toda a comida de Fineu, um rei cego.
     Para diferenciar as Harpias das Sirens e outras sereias antigas que possuíam corpo de ave, os antigos profetas descreveram a feiura das Harpias como sua característica secundaria marcante.
     A lenda mais famosa conta que Fineu, um rei que tinha o dom da vidência, revelou muitas informações importantes, até que Zeus ficou sabendo, irritado, puniu o rei com a cegueira, para que não tivesse mais nenhuma visão, e o mandou para uma ilha isolada, com um banquete que ele nunca poderia comer, pois sempre que chegava perto da comida, ou até mesmo a pegava com a mão, as Harpias sempre chegavam e comiam toda a comida, antes que ele pudesse colocar algo na boca. 
    As Harpias se afastaram logo depois da chegada de Jasão com os Argonautas, pois Zéfiro (um dos ventos) as espantou, mas não matou nenhuma delas.
      Muitas Harpias viviam no caminho para o Tártaro, eram agentes de punição que sequestravam e torturavam as pessoas. Eram cruéis e violentas, também moravam nas ilhas Strophades, e geralmente eram vistas como a personificação dos ventos da natureza destrutiva.
     As Harpias originais eram irmãs, Aello (Tempestade Veloz) Celeno (Obscura) e Ocypete (Asa veloz).
 
 

O Monastério


O ano era de 1432, já era noite quando o sino do portão do monastério tocou. Frei Romeu correu para ver quem era segurando somente uma tocha na mão. Ele era o responsável pelo portão e segurança do monastério, pois havia muitos ladrões nas vilas vizinhas roubando o pouco que eles produziam.

“Quem é você?” – perguntou Romeu.

“Meu nome é Joel, estou viajando e preciso de um abrigo. Tem uma tempestade vindo do norte posso me ferir se eu ficar exposto.”

Frei Romeu olhou para o céu e viu nuvens carregadas se aproximando do monastério. Abriu o portão e deixou o homem entrar. Era obrigação da igreja dar abrigo para as pessoas que necessitavam.

“Para onde está indo Joel?”

“No momento para nenhum lugar e para todos ao mesmo tempo.”

“Bem estranha sua resposta, mas tudo bem. Você vai ficar no celeiro com os cavalos, não é permitida a entrada de forasteiros no alojamento. Se quiser pode assistir a missa e comer na cozinha”


“Não tem problema, até gosto de animais e prefiro ficar por aqui mesmo, tenho minha própria comida não se preocupe.”


Os dois escutaram o sino do portão e olharam em sua direção.

“Deve ser mais gente querendo abrigo.” – disse Romeu.

“Vou me recolher e dormir, pois estou muito cansado, nos vemos amanhã. Obrigado pela ajuda.” – respondeu o visitante.

Frei Romeu correu para o portão e abriu a pequena janela, lá fora um homem muito feio com roupa de frade montado em cavalo negro esperava ser atendido.

“Sou Frei Hermes, fui transferido para este monastério pela nossa congregação” – disse o homem estendendo a mão com um pergaminho enrolado.

A porta foi aberta imediatamente e o novo morador entrou.

“Seja bem vindo irmão Hermes, eu levarei seu cavalo para o estábulo e você pode entrar no mosteiro, pergunte pelo irmão Mark ele vai te orientar e mostrar seu quarto.”

O estranho foi para a entrada do monastério e Frei Romeu foi colocar o cavalo nos estábulos. Entrou de vagar para não acordar Joel, pois sabia que ele estava muito cansado e não queria incomodar, mas o cavalo deu um pulo para trás e relinchou alto. Romeu tentou controlar o cavalo de todas maneiras mas não pôde.

“De onde veio esse cavalo? – perguntou Joel gritando.”

O cavalo saltou e derrubou Frei Romeu com as patas da frente e correu assustado para a escuridão da noite.

“De onde veio esse cavalo?” – questionou Joel sacudindo o frade.

“É de um frade que acaba de chegar. O que esta acontecendo?”

“Onde esta ele?”

“Não sei, deve estar na sala de jantar com os outros frades, pois já estão comendo. Por que você esta agindo assim?”

“Guie-me até lá, com sorte seus companheiros ainda estarão vivos.”

Joel abriu sua sacola e pegou um punhal de prata e um crucifixo de madeira e os dois correram para o prédio. Quando se aproximaram um pouco puderam ouvir gritos, gemidos e grunhidos animalescos. Romeu estava pálido, não sabia o que fazer e estava com medo. O que poderia estar causando tal confusão?

Joel abriu a porta da sala de jantar com um chute, o que mais temia tinha acontecido. Frei Romeu olhou com terror aquela cena. A sala estava cheia de sangue, corpos mutilados estavam em cima das mesas onde os frades comiam. O frei recém chegado havia se transformado, no lugar dos pés havia cascos, suas mãos agora eram garras, a pele se transformou em couro e os olhos estavam grandes e vermelhos.

A criatura olhou para Joel e gritou com ódio.

“Surpresa.” – disse Joel com um sorriso sínico para o demônio.

“Joel, veio se juntar ao meu jantar?”

“Não, vim acabar de vez com sua maldade. Você foi realmente inocente de ter mordido a minha isca. Seu chefe ficará desapontado quando souber da sua derrota.”

Os dois saltaram um em cima do outro e começaram a lutar. O demônio arremessava Joel nas paredes mas ele agüentava tudo com uma resistência sobre humana. Os frades que ainda estavam vivos observavam tudo com terror, se agarravam as suas cruzes e rezavam. Notaram que Joel tentava acertar a criatura com o punhal ou o crucifixo, mas o demônio era muito ágil. A luta continuou e a sala estava cada vez mais destruída e o demônio parecia estar ganhando a batalha.

Joel deixou o crucifixo cair no chão e o demônio riu. Agora com uma das mãos ele tentava segurar as garras que apertavam seu pescoço contra a parede. Frei Romeu olhou para os olhos de Joel que lhe pediam ajuda e correu em direção aos dois. Os outros frades tentaram segurá-lo, mas ele se recusou a ficar de braços cruzado então foi ao encontro dos dois, pegou o crucifixo do chão e o apertou com toda sua força contra as costas do demônio. Os símbolos cravejados no crucifixo iluminaram-se e o crucifixo começou a ser enterrado no corpo da criatura que a esse ponto havia soltado Joel e gritava rolando pelo chão tentando arrancar o objeto das costas.

“Ajudem-me a segura-lo com a barriga para cima” – gritou Joel.

Os frades saltaram em cima do monstro que já estava fraco e o seguram. Joel enfiou o punhal no estomago da besta que urrou de dor e tentou se revirar, mas os frades o mantinha deitado.

“Ele vai morrer?” – perguntou Romeu.

“Não precisamos levá-lo para o calabouço subterrâneo e prende-lo lá.”

“Mas ele é muito forte, vai romper as corretes.” – indagou um dos frades.

“Que calabouço é esse? Eu moro aqui há anos e nunca ouvi falar disso” – questionou Romeu.

“Somente alto clero o conhece, são secretos e usados para a inquisição. E ele não vai romper nada, o crucifixo e o punhal ficarão dentro para que não tenha força, funcionam como um tipo de prisão.”

Eles levaram o demônio para o calabouço e prenderam em uma mesa de tortura usada durante inquisição. Romeu olhou com terror ao ver esqueletos de humanos por toda parte e imaginou o sofrimento das pessoas presas naquele lugar.

“É o seu dever guardar esse demônio para ter certeza que ele não fuja, ele é imortal e somente está adormecido por que o punhal e a cruz o enfraquecem.” – disse Joel subindo as escadas.

“Quem é você?” – perguntou Romeu.

Ele não respondeu, todos foram atrás de Joel, mas ele já tinha desaparecido. Por centenas de anos os frades daquele monastério têm cuidado do demônio que continua adormecido no calabouço, mas seu espírito tenta dominar a mente dos frades para que o libertem e finalmente possa mais uma vez voltar ao exército do diabo.


Casa de Campo - parte 2

Casa Mal Assombrada 
“Vamos sair da casa.” – gritou Roger.

Os três correram para a sala de entrada mas pararam quando entraram. Bloqueando a porta de saída estava a velha e dois homens mais jovens, também sem olhos e pele acinzentada, vestindo trapos velhos e sujos.

“O que vocês querem?” – Gritou Carol.

Um dos homes apontou para cima. Os três olharam e se viram pendurados no teto pelo pescoço, enforcados e mortos. Alex começou a chorar e abraçou os pais.

“Não tenha medo filho.” – disse o pai puxando uma corrente que tinha em seu pescoço.

Roger estendeu sua mão mostrando o pingente da corrente que usava. A velha gritou, sua boca abriu como se ela fosse engoli-los e do vazio onde seria seus olhos saia fogo. Os dois homens estavam grunhindo e correram para traz da velha que por sua vez continuava abrindo a boca.

Os três começaram a andar em direção à porta principal. Roger continuava com a mão estendida mostrando o pequeno talismã e os fantasmas iam se afastando na direção oposta. A velha soltou um berro de ódio e milhares de abelhas começaram a sair de sua boca rodeando a família, porém nenhuma foi capaz de tocá-los então Alex abriu a porta e saiu da casa.

“Meu Deus.” – exclamou o rapaz.

Quando todos olharam para fora puderam ver centenas de fantasmas, não eram pessoas más, eram prisioneiros dos fantasmas perversos que os atormentavam. Carol lamentou pelas almas mas não havia nada que pudessem fazer. Continuaram caminhando cercados de abelhas e espíritos até a cerca que dividia a casa com o resto do lugar, os três fantasmas sempre seguindo eles gritando e tentando alcançá-los. Quando passaram pela cerca o silêncio tomou conta do lugar, o único que escutavam vinha dos grilos e do vento. Olharam para trás e o lugar estava vazio, a única coisa que viram era seu carro.

“Deixa esse carro velho ai.” – disse Roger sorrindo para a mulher.

“O que é isso que você tem ai?” – perguntou Alex apontando a corrente do pai.

“Eu visitei uma tribo indígena com meu pai quando eu era criança, quando estava indo embora, o líder da tribo pediu ao meu pai que eu participasse de uma cerimônia. Meu pai deixou e eu dancei e comi com eles, no final ele me deu esse talismã de madeira e me disse que era um protetor de maus espíritos e que eu deveria usar sempre que saísse da cidade.

Enquanto saiam da propriedade dois olhos flamejantes os observavam pela janela de dentro casa. O único que a velha podia fazer era esperar por novos visitantes.

Quando chegaram à cidade mais próxima comentaram do acontecido com alguns dos moradores e eles disseram que aquela casa era de uma bruxa que foi queimada na fogueira pelos moradores da região a mais de trezentos anos atrás e seu espírito ainda continuava lá espalhando a maldade pelo lugar, ninguém se atreve a entrar lá então o local fica abandonado. Dizem que se você passa por lá de noite pode ver a velha bruxa dentro da casa te convidando para entrar.

Casa de Campo - parte 1

Era uma noite de sexta-feira de inverno, o frio não era muito mas algumas pessoas usavam casacos pesados. Carol sentia o ar gostoso no rosto pela janela do carro, apesar de gostar mais de calor o frio a estava fazendo bem esse ano. Ela, seu marido Roger e o filho adolescente Alex estavam viajando para uma casa de campo que tinham alugado para passar o fim de semana.

“O que é aquilo?” – perguntou ele apontando para o horizonte.

“Não estou vendo nada.” – respondeu Carol.

“Acho que é uma pessoa andando na estrada, que coisa louca. Vou passar devagar para evitar que...”

Ele foi interrompido por um estrondo de algo se chocando contra o para brisa. Roger agiu rápido e freou com força, por alguns instantes perdeu o controle do carro que girou algumas vezes até parar.

Desceu do carro e correu em direção ao objeto com que ele havia chocado. Olhou pro chão e se deparou com um abutre nojento que já estava morto. Ele sentiu um calafrio estranho olhando o animal. Voltou para o carro, a mulher e o filho passavam bem e ninguém se machucou. O para brisa do carro estava todo trincado, mas era somente isso. Olhou novamente para onde havia visto a pessoa andando mas não viu nada.

Seguiram a viagem por duas horas até que chegaram ao lugar. A primeira coisa que os três notaram foram as árvores do lugar, elas não tinham folhas, era pura madeira.

“Lugarzinho tenebroso, nas fotos do site parecia muito melhor” – disse Roger olhando ao redor.

“Nossa, vamos embora ta me dando calafrio só de olhar pra esse lugar, dois dias aqui vão ser longos!” – exclamou Alex.

“Já pagamos pelo lugar agora vamos ficar, deixem de ser medrosos.” – Disse Carol já destrancando a porta da casa. “Se vocês não gostaram do lado de fora esperem até ver esse lixo, até eu quero ir embora.” – reclamou ela.

Roger entrou e entendeu a indignação da mulher, a casa por dentro fedia, a mobília velha e podre e as paredes estavam todas manchadas de tinta de cores diferentes. O piso era de cimento vermelho e todo rachado. Os três decidiram ir embora e entraram no carro que no momento da partida estourou alguma coisa no motor e saiu fumaça na frente do carro. O medo tomou conta dos três, de noite, no meio do nada e sem carro para sair dali era tudo que eles não queriam.

“Vamos descer estamos presos aqui pela noite, amanhã eu pego uma carona até a cidade mais próxima e procuro um mecânico.” – disse Roger já abrindo a porta do carro.

Depois de algumas horas de tédio todos foram dormir. No meio da noite Alex acorda e sente que alguém estava se deitando em sua cama, o escuro era total e não podia enxergar nada. Ele perguntou quem era, mas a pessoa ficou calada. Sentiu uma mão tocar seu rosto e ele se apavorou, o medo era tanto que ele não podia respirar, sabia que aquela mão não era de seus pais, mas estava com muito medo para reagir.

“Tão macia e limpa sua pele, isso vai acabar.” – disse a pessoa que estava deitada com ele.

Pela voz Alex percebeu que era uma mulher e muito velha. Ele sentiu a adrenalina subir e então acendeu vela do lado da sua cama. Quando se voltou para ver quem era a imagem o aterrorizou, a mulher era realmente velha, e no lugar dos olhos estavam somente os buracos. Alex gritou e segundos depois seus pais entraram no quarto. Eles viram a mulher na cama, Carol quase desmaiou e Roger gritava e tremia.

Continua...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Vamos brincar no céu ? lenda urbana

André era um garotinho de seis anos, muito ativo e alegre. Tinha vários amigos onde morava e todos gostavam dele. Certo dia sua mãe deu-lhe a noticia de que iriam mudar de cidade. Depois da mudança ele teve muita dificuldade em fazer amigos, pois eles se mudaram para uma casa remota, longe da cidade. Afundado em uma depressão ele se sente cada vez pior, deixando seus pais preocupados. Mas o tempo foi passando e ele foi se adaptando a sua nova realidade.

Um dia sua mãe o observava brincando sozinho no quintal da casa. Parecia feliz, mas estava conversando sozinho. E foi ao se encontro.

“Com quem você está conversando?”

“Com Marcel, meu amigo.”

“Quem é ele? Seu amigo imaginário?”

“Não mãe, ele é real, mas você não pode vê-lo. Ele me disse que mora no céu.”

Preocupada ela levou o menino ao psicólogo que não detectou nenhuma anormalidade em André e disse que talvez ele houvesse criado um amigo imaginário para lidar com sua solidão e que isso iria passar com o tempo.

Outra vez André brincava no quintal, estava no balanço conversando animadamente. Quando sua mãe apareceu se assustou e ficou em silêncio, para seu espanto um dos balanços que estavam vazios estava balançando como se alguém estivesse ali, mas pouco a pouco foi parando.

“Por que o susto filho?”

“Nada mãe, não te vi chegando.”

“O que você estava conversando com Marcel?”

“É um segredo muito legal, mas ele disse que eu não posso te contar.”

“Eu sou sua mãe, você tem que confiar em mim.” – disse ela abraçando seu filho.

“Ele me disse que vai me levar para brincar no céu com ele. Também falou que lá eu poderei voar.”

“Eu te proíbo de ir lá.” – disse a mãe com lagrimas nos olhos e com o coração apertado.

Duas semanas depois André preparava-se para dormir. Enquanto sua mãe o cobria ele disse:

“Mãe o Marcel voltou hoje e disse que amanhã eu vou ir para o céu brincar com ele.”

“Não, eu já te disse que não quero que você vá com ele.” – disse ela novamente sentindo um aperto no coração.

No outro dia, a mãe de André queria tirar ele dali com medo de que algo acontecesse, apesar de ser cética sentia um aperto no coração inexplicável. Foram até o parque de diversões da cidade onde o garoto pode distrair-se e brincar enquanto sua mãe tirava fotos.

“Mamãe!” – gritou André se mostrando em cima de um brinquedo.

Sua mãe bateu uma foto e o mandou sair de lá, pois ele poderia escorregar e cair. Ao olhar no visor de sua máquina digital se assustou ao ver uma sobra ao lado do menino. Ela escutou um grito e quando se virou, viu André caindo, batendo o corpo em cada parte do brinquedo até atingir o chão. André morreu a caminho do hospital.

Algum tempo depois, a mãe do menino com saudades entrou no quarto que desde a morte do filho estava fechado. Começou a olhar os papéis e ficou aterrorizada quando achou um desenho igual a foto que tinha batido segundos antes da morte de André, e no topo da folha a frase: “Vamos brincar no céu?”.

Tumulo Velho - História real de fantasma

 Eu sempre ia com a minha mãe ao cemitério, que ficava alguns blocos da minha casa, no dia de finados visitar os nossos parentes e amigos. Em 2007, como todos os anos fomos bem cedo para não pegar o cemitério cheio e claro menos vendedores ambulantes na porta. Minha mãe sempre fez questão de visitar todos parentes daquele cemitério o que às vezes demorava horas. Eu como nunca tenho nada melhor pra fazer sempre a acompanho e me divirto olhando as fotos dos mortos nas lápides e lendo suas mensagens. Até então eu não sabia que esse seria o último ano que eu iria a qualquer tipo de cemitério. Acontece que eu passei por um tumulo velho e mal cuidado, tinha uma rachadura enorme no meio. Eu ri e fiz um comentário de muito mau gosto do tumulo e do coitado que ali estava enterrado. Fomos embora depois de um tempo, quando eu estava saindo um mendigo me pediu dinheiro, nem respondi fui embora sem falar nada. Eis que o homem me seguiu até a porta do prédio onde moro no sexto andar. Subi pro meu apartamento e fiquei observando o homem pela janela que às vezes me olhava de rabo de olho até que ele desapareceu pela outra esquina. Naquele mesmo dia de noite, eu fui tomar banho quando acreditem ou não, alguém bateu na janela do banheiro (lembre-se que eu moro no sexto andar). Gritei como louco até minha mãe tocar na porta do banheiro, quando ela abriu achou que eu estava morrendo, pois estava pálido e a ponto de desmaiar. Contei tudo pra ela e meu irmão, mas ninguém acreditou. Olhamos pela janela e tudo estava como deveria estar. Naquele dia pedi pra dormir no quarto do meu irmão, ele zoou com a minha cara mas acabou deixando. Estávamos a ponto de dormir quando na janela apareceu alguém andando do lado de fora, meu irmão viu primeiro e gritou, quando eu olhei era aquele mendigo. Ele gritou comigo e disse pra nunca mais desdenhar da morada dos outros, imediatamente eu me lembrei da minha piada no cemitério. Minha mãe entrou no quarto, desta vez meu irmão era testemunha e ela acreditou. Pegamos a bíblia e oramos por varias horas, nunca mais vi o homem e nunca mais voltei a pisar em um cemitério.

Demônio Refugiado

Num dia escuro de Inverno, a neve caía torrencialmente, crianças brincavam fazendo bonecos de neve enquanto eu as apreciava, elas pareciam sorridentes e bastante felizes. Fiquei um pouco a apreciá-las, até que tive um pressentimento estranho, um pressentimento que me abalou e que me entristeceu, não conseguia explicar aquela sensação.
Enquanto tudo isto se passava, uma das crianças olhava-me com um ar terrífico e ria-se alto com gargalhadas demoníacas, eu não conseguia mais estar ali, então fui para casa.

Uns dias depois fui passear no bosque e de repente, á beira de um pinheiro muito antigo vi uma poça de sangue com um corpo no centro, eu hesitei em ir ver o que era, mas tinha de ir, não podia fugir, havia uma força espiritual qualquer que me obrigava a ir para lá.

Quando vi, era uma criança, era a criança que me olhara terrificamente, tinha os olhos amarelos e na sua barriga dizia escrito com sangue “Este é o corpo de Satanás, Maldito quem o encontra”, não fiquei aterrorizado, pois talvez nem tenha tido tempo para pensar, logo a seguir uma força estranha me invadiu e vi um vulto que pediu que fosse com ele, eu olhei para trás e vi-me deitado no chão com um ferro espetado na cabeça e na minha barriga dizia “Maldito”.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Wargs

 
   Warg é o termo usado para descrever os lobos malignos da mitologia nórdica.

Eram lobos gigantes que vagavam pelas selvas e montanhas, e que serviam de montarias para os seres chamados Orcs, que os usavam para rápida locomoção, lendas dizem que eles entendiam a linguagem falada pelos Orcs, conhecida como linguagem negra.
    O nome Warg era aplicado anteriormente para caracterizar antigos lobisomens que viviam na terra média, mas foi usado logo após para destacar tais criaturas semelhantes a lobos, com uma aparência terrível e assustadora, eram lobos gigantes que poderiam chegar até 10 metros de comprimento do focinho a cauda.
   Tem o pescoço longo e dentes super afiados, seus olhos são pequenos e estão localizados em pontos estratégicos de sua cabeça para que possa ter uma vista quase panorâmica do ambiente. Suas orelhas estão atrás da cabeça, dando maior amplitude sensorial para proteger suas áreas vulneráveis como o pescoço, que assim, consegue uma maior flexibilidade para se mover, atacar e morder a carne.
   Wargs também possuem uma espécie de corcunda musculosa. Suas patas dianteiras são fortes, garantindo impulsos e altas velocidades em suas caçadas e lutas contra inimigos. Com sua pelagem densa, é capaz de amortecer os mais diversos ataques, e dependendo de sua raça, podem variar a cor do pelo, passando em tons de vermelho, marrom, caramelado e cor de fígado. 
   Wargs tem destaque nos contos de J. R. R. Tolkien (O Senhor dos Anéis e O Hobbit) descritos de sua maneira original como acima, e na obra de George R. R. Martin, (As Crônicas de Gelo e Fogo), quando mais tarde tem adaptação em série de TV para Guerra dos Tronos, quando são descritos como lobos gigantescos que estão ligados psiquicamente com seus donos, para que sejam controlados a sua vontade por um terceiro olho.
     
 

domingo, 23 de dezembro de 2012

Lilith

Lilith é um demônio feminino da noite, rainha das Súcubos, que supostamente voa a procura de crianças recém-nascidas para sequestrá-las ou apenas estrangulá-las.

Além disso, ela dorme com os homens para seduzi-los e assim propagar a geração de filhos demônios.
Lendas contadas sobre Lilith são muito antigas, os rabinos antepassados afirmam que ela foi a primeira mulher de Adão, tal historia se associa com uma deusa da Babilônia.

Durante os anos, as versões da historia de Lilith variaram, como ela sendo irmã de Adão, criados por Deus como gêmeos unidos nas costas, mas ela exigia igualdade a Adão, que logo o abandonou com raiva, dormindo com o satanás, dando a luz a o Djinn demoníaco.
 
Em outra versão, e mais completa, é a mais famosa dentre elas:  Lilith foi a primeira esposa de Adão, mesmo antes de Eva. Adão se casou com Lilith por que se cansou de copular com animais no paraíso, sendo uma prática comum nos pastores do oriente médio, o Antigo Testamento declarou que é um pecado.
Adão tentou fazer Lilith deitar por baixo durante a relação sexual, mas ela não atendeu a esse pedido, não aturou tal dominação masculina, e correu para uma casa no Mar Vermelho.

Adão queixou-se a Deus, que em seguida, enviou três anjos para que procurassem Lilith, e a trouxessem de volta para o Jardim do Éden. Os três Anjos voltaram de mãos e asas abanando, pois Lilith não voltou, recusou e os amaldiçoou.

Enquanto estava pelo Mar Vermelho, Lilith se tornou amante de demônios, e produzia cerca de 100 bebês por dia. Os anjos retornaram, e disseram que Deus iriam tomar os bebês demônios se ela não voltasse para Adão, e novamente ela recusa, então foi punida com a expulsão eterna do paraíso, seus filhos foram para o inferno e Adão recebeu a dócil Eva.

De acordo com a fertilidade e as preferências sexuais de Lilith, ela pode ser considerada a grande mãe de raças condenadas, tanto demônios como outras bestas. Por isso, os antigos hebreus a odiavam, pois ela havia bebido o sangue de Abel quando foi assassinado por Caim, de acordo com o fato, ela pode ter sido a primeira a cometer o ato do vampirismo, gerando logo após a raça de condenados, dando inicio a suas filhas Súcubos.

Mesmo tendo sua historia desaparecida da Bíblia, Lilith assombrou os homens por muito tempo, porém, com o passar dos anos, suas filhas ficaram mais temidas, eram as Súcubus, chamadas também de Lilim ou Prostitutas do Inferno.

Judeus da Idade Média e Gregos ainda fabricavam amuletos para os proteger de Lilith e suas Súcubos, já os monges se protegiam das bestas dormindo com as mãos sobre seus genitais segurando um crucifixo.
Houve uma época em que as pessoas achavam que ter um sonho molhado, era sinal de Lilith, mas ela apenas ria da situação, que foi quando ela desenvolveu a atração por sequestrar os filhos dos outros para matá-los e beber o sangue, ou sequestrar, isso por que Deus tomou todos os seus filhos que ela tanto amava, gerando assim, um reinado de terror para as grávidas principalmente de meninos.
 
Para afastar Lilith, até o final do século XVIII eram fabricados varios amuletos para a proteção da criança, que eram colocados no berço e na madeira, também eram grafados os nomes dos três anjos que foram enviados por Deus, e círculos mágicos com as palavras ‘’Protegei esta criança de todo o mal’’.

Leviatã

  Leviatã é um monstro marinho gigante referido na bíblia, e bastante comum nas lendas das grandes navegações européias durante os séculos.
Na demonologia, o Leviatã é referido como um dos príncipes do Inferno, e um de seus porteiros. Seu nome virou sinônimo de qualquer grande criatura ou monstro do mar, exemplos são Moby Dick, (grande baleia), e o Monstro do Lago Ness.

   O Leviatã é amplamente descrito em Jó 41, ele e as serpentes demônios, tem uma longa historia na cultura Oriental, sempre representadas por lutas de heróis e serpentes monstruosas, com mais de 5 cabeças, as vezes aladas, com poderes especiais entre outros...
Uma lenda bíblica afirma que Deus criou um Leviatã fêmea, e um Leviatã macho, mas teve que matar a fêmea, pois segundo ele, se as grandes bestas procriassem, o mundo não iria poder combatê-las. A carne da Leviatã serviu de alimento para os ‘justos’ e sua pele serviu para cobrir a barraca onde o banquete foi servido.

   A forma do Leviatã varia, mas é descrita como uma enorme serpente, que possui chifres, seu corpo possui um grande poder de iluminação, especialmente os olhos, cospe fogo, e seu hálito pode ferver a água mesmo ele estando nas grandes profundidades, no entanto, apesar de sua força sobrenatural, o Leviatã tem medo de um verme chamado ‘’Kibit’’ que é conhecido por entrar nas brânquias dos peixes grandes, e os matar.
 
Leviatã na Idade Média era tido como o retrato do Satanás, ilustrado como uma besta enorme que colocava as criaturas de Deus em perigo, tentando comê-las e ameaçando com a grande agitação que fazia nas águas. 

   Leviatã também se tornou associado e inicialmente ter referido o tema do visual da Boca do Inferno, por ser um de seus porteiros e um animal monstruoso, que engoliria as pessoas no Juízo Final.
   No Satanismo, de acordo com o autor da Bíblia Satânica Anton Szandor LaVey, Leviatã representa o elemento Água, que no satanismo, esta associado com a criação e pode ser representado por um cálice em um ritual.

Noite Sangrenta

Magnolia é uma mulher que não acreditava em assombração, mais em uma noite isso tudo mudou.
   Magnolia como de costume, volta para casa sempre por o mesmo caminho, por a rua do cemitério, mais ela nunca tinha ouvido gemidos no cemitério, então ela resolveu dar uma oljhada, mais quando olhou não havia ninguem, então Magnolia, se assustou com um grito agonizante pedindo socorro, mais ela nada fez e foi para casa.
   Chegando em casa, Magnolia não conseguia dormir, pois estava impressionada com o que tinha acontecido. Já era de madrugada e Magnolia ainda não tinha dormido, quando de repente ela ouvi um barulho, era o espirito de uma mulher chamada Isadora, ela estava pedindo ajuda pois a sua alma não estava calma.
   Magnolia tinha que colocar uma cruz no local onde Isadora tinha morrido, para deixar o espirito dela em paz, e , depois tinha que rezar uma missa em sua memoria, pois, so assim ela poderia descansar em paz.