Michael chegou a casa às sete da noite. Ao adentrar no local, fitou
Diana sentada no canto do quarto, aos prantos. Do outro lado, fitou uma pilha
de tijolos no chão, sobre seus colchões e cama. Ao lado da porta, perto de
Diana, se encontrava o notebook de sua esposa ligado e um retrato emoldurado,
que parecia ser do século XVIII.
- O que... aconteceu... aqui? – perguntou o homem, atônito
- Vamos sair daqui... por favor – Diana ainda estava desesperada
- O que aconteceu, Diana? – perguntou Michael, correndo em
direção à sua esposa. Abaixou-se e abraçou-a. Ela começou a debulhar em seu
ombro.
- Por favor...
- Acalme-se... o que aconteceu?
- A...Aqui é amaldiçoado...
Michael riu.
- Não acredito que deu ouvidos ao que o funcionário da
prefeitura disse.
- Não estou mentindo. Veja! – Diana se desvencilhou de Michael,
limpou as lágrimas que escorriam pelo seu rosto e caminhou em direção ao
notebook. Mostrou a página da internet aberta, que dizia sobre o "Conde
Ludwig". – Estamos na mansão dos Ludwig, o da lenda. – apontou para o
quadro – Veja!
Michael riu da situação.
- Dá uma volta na rua, para você se acalmar! – estendeu a ela um
cartão de crédito – Toma. Se você precisar comprar alguma coisa... – pausou -
Eu limpo essa bagunça...
- Você não acredita em mim, não é mesmo?
- Não existem fantasmas ou eventos sobrenaturais, Diana. Lendas
existem aos montes, desde a Idade Média, onde diziam ter dragões e lobisomens.
E elas não existem... Diana assentiu com a
cabeça. Não estava totalmente convencida.

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