terça-feira, 16 de julho de 2013

A Pavarosa Mansão dos Ludwig- Rodrigo Cesar Picon de Carvalho (Parte 7)

Diana chegou do passeio da rua pouco antes das nove daquela noite. Michael já havia limpado o seu quarto e estava terminando o jantar. Pouco depois, tomaram banho e jantaram. Assistiram a um filme de comédia em sua TV de plasma em um cômodo que fizeram de sala e foram dormir, pouco depois da meia-noite.
Já deitados, Michael abraçou Diana e afagou seus cabelos. Esperou-a dormir. Quando Diana dormiu, apagou a luz da nova lanterna que comprou e foi se deitar. Dormiu cerca de dez minutos depois.

As exatas uma hora da manhã, Diana e Michael foram acordados de sobressalto. A porta do quarto bateu inesperadamente. Michael virou o corpo rapidamente, pegou a lanterna, e a acendeu. Em seguida, apontou em direção à porta. Estava fechada. Virou o foco da luz da lanterna a todos os cantos do recinto. Completamente vazio.
Diana estava se recuperando do susto, sentada na cama.
- Nossa... que susto... – disse Michael, com a mão sobre o peito. Diana estava calada. Seu marido sabia de seu medo em relação à lenda daquele local.
Repentinamente, a porta abriu-se novamente, lentamente, como se fosse empurrada pelo vento. Abriu uma nesga e, em seguida, ficou rangendo, fechando e abrindo, lentamente.
Michael caminhou em direção ao local. Segurou a porta, impedindo-a de continuar o seu vaivém e fitou o corredor. Completamente vazio. Levou a mão ao ar no local. O ar estava parado.
- Que estranho! – disse Michael, para si próprio
- O que foi? – perguntou Diana
- Não há vento... – disse.
Diana ergueu a sobrancelha.
Repentinamente, Michael escutou um estranho sussurro vindo pelo corredor. É o vento, pensou. Entretanto, seria melhor ver a origem do vento, para evitar da porta bater de forma violenta novamente.
Pegou a lanterna e caminhou em direção ao corredor. Ao se perceber submersa na escuridão, Diana contestou.
- O que está fazendo?
- Parece que o vento está adentrando na mansão por algum lugar. Eu só vou ver o que é!
- E você me deixará aqui, sozinha, na escuridão?
- Venha comigo! – respondeu Michael. O homem sabia que sua mulher temia aquele local.
Diana levantou-se e logo se postou atrás de Michael.
Michael adentrou no longo corredor onde o quarto 28 desembocava. O corredor, mergulhado em uma intensa escuridão de uma noite sem lua, com tão somente uma nesga de luz trêmula a iluminá-lo, tornava-se assustador. Os estranhos espelhos de madeira não corroída pelos cupins e de vidros limpos que se aglutinavam nas paredes do local tornavam-no ainda mais sombrio. Eles não pertenciam ao casal, e Diana estranhou o fato de estes serem a única mobília pertencente aos antigos donos. Contudo, ainda não tivera tempo de removê-los.os menos audíveis possíveis. Diana acompanhou seu ritmo. A garota tremia de medo e seu coração estava pulando violentamente no interior de seu peito.
À medida que Michael e Diana foram ultrapassando as seis portas que se encontravam nas paredes do corredor entre os espelhos, o mero sussurro foi se tornando algo maior. Percebeu-se, a princípio, se tratar não de vento, mas de uma voz. Ou assim soava em seus ouvidos. Ao constatar da possibilidade de encontrar mais alguém além dos donos no interior daquela manhã, Michael diminuiu os passos, tentando fazê-los 

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