Diana chegou do passeio da rua pouco antes das nove daquela
noite. Michael já havia limpado o seu quarto e estava terminando o jantar.
Pouco depois, tomaram banho e jantaram. Assistiram a um filme de comédia em sua
TV de plasma em um cômodo que fizeram de sala e foram dormir, pouco depois da
meia-noite.
Já deitados, Michael abraçou Diana e afagou seus cabelos.
Esperou-a dormir. Quando Diana dormiu, apagou a luz da nova lanterna que
comprou e foi se deitar. Dormiu cerca de dez minutos depois.
As exatas uma hora da manhã, Diana e Michael foram acordados de
sobressalto. A porta do quarto bateu inesperadamente. Michael virou o corpo
rapidamente, pegou a lanterna, e a acendeu. Em seguida, apontou em direção à
porta. Estava fechada. Virou o foco da luz da lanterna a todos os cantos do
recinto. Completamente vazio.
Diana estava se recuperando do susto, sentada na cama.
- Nossa... que susto... – disse Michael, com a mão sobre o
peito. Diana estava calada. Seu marido sabia de seu medo em relação à lenda
daquele local.
Repentinamente, a porta abriu-se novamente, lentamente, como se
fosse empurrada pelo vento. Abriu uma nesga e, em seguida, ficou rangendo,
fechando e abrindo, lentamente.
Michael caminhou em direção ao local. Segurou a porta,
impedindo-a de continuar o seu vaivém e fitou o corredor. Completamente vazio.
Levou a mão ao ar no local. O ar estava parado.
- Que estranho! – disse Michael, para si próprio
- O que foi? – perguntou Diana
- Não há vento... – disse.
Diana ergueu a sobrancelha.
Repentinamente, Michael escutou um estranho sussurro vindo pelo
corredor. É o vento, pensou. Entretanto, seria melhor ver a origem do vento,
para evitar da porta bater de forma violenta novamente.
Pegou a lanterna e caminhou em direção ao corredor. Ao se
perceber submersa na escuridão, Diana contestou.
- O que está fazendo?
- Parece que o vento está adentrando na mansão por algum lugar.
Eu só vou ver o que é!
- E você me deixará aqui, sozinha, na escuridão?
- Venha comigo! – respondeu Michael. O homem sabia que sua
mulher temia aquele local.
Diana levantou-se e logo se postou atrás de Michael.
Michael adentrou no longo corredor onde o quarto 28 desembocava.
O corredor, mergulhado em uma intensa escuridão de uma noite sem lua, com tão
somente uma nesga de luz trêmula a iluminá-lo, tornava-se assustador. Os
estranhos espelhos de madeira não corroída pelos cupins e de vidros limpos que
se aglutinavam nas paredes do local tornavam-no ainda mais sombrio. Eles não
pertenciam ao casal, e Diana estranhou o fato de estes serem a única mobília
pertencente aos antigos donos. Contudo, ainda não tivera tempo de removê-los. os menos audíveis
possíveis. Diana acompanhou seu ritmo. A garota tremia de medo e seu coração
estava pulando violentamente no interior de seu peito.
À medida que Michael e Diana foram ultrapassando as seis portas que se
encontravam nas paredes do corredor entre os espelhos, o mero sussurro foi se
tornando algo maior. Percebeu-se, a princípio, se tratar não de vento, mas de
uma voz. Ou assim soava em seus ouvidos. Ao constatar da possibilidade de
encontrar mais alguém além dos donos no interior daquela manhã, Michael
diminuiu os passos, tentando fazê-los
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