sábado, 23 de fevereiro de 2013

Vale do Lobisomem-J.J de Souza(Parte 6)



Sem ouvir ninguém deu uma corrida curta, depois dobrou a esquina,parecia um bom corredor,desceu a colina, os homens que usavam um terno preto, ajudavam os que ainda estavam vivos na camionete capotada , de onde Marcelo estava pareciam bem feridos.Marcelo  viu quando o menino chegou gesticulando perto do Homem  que parecia o líder, esse não falou nada, sacou a pistola e acertou o menino na cabeça, gastou apenas uma bala.
-Que horror – Silvia olhou para Marcelo, sabia que ele estava metido em alguma coisa ilegal, com seus políticos.E agora?
Marcelo resolveu não explicar nada, só falou – Vamos lá, come é seu nome?
-Rodrigo.
-Gente, escutem só, sem alarde, sem medo, cooperando, vamos descer o vale, depois eu explico o que está acontecendo.O dono da pousada, o Rodrigo, vai levar agente pelo caminho seguro, vamos ter uns dez minutos de vantagem.
Rodrigo foi para trás do balcão e pegou uma espingarda – essa trila é desconhecida, eles vão levar mais de dez minutos para achar, temos pelo menos uma hora de vantagem, o problema...-O homem de boné hesitou.
-Qual o problema, Rodrigo? – Perguntou Marcelo carregando também o outro revolver que trousse.
-O lobisomem – ele cuspiu no chão – não é querendo meter medo, mas se fosse eu? Preferia enfrentar esses homens.
A trilha começava em um lugar escondido.Marcelo achou que foi proposital a forma com que esconderam a entrada da descida.Ficava a direita da pousada, tiveram que retirar a cerca viva, depois recolocar,disfarçado o  que podiam, a escuridão não impedia a visão, lua cheia, que merda, lua cheia pensou Marcelo.A cada passo Rodrigo se benzia, rezava sem parar,Marcelo olhava para ele, não gostava do que estava vendo, não confiava em Rodrigo.
-Quem é batizado nesse grupo? – Perguntou Rodrigo.
-Sei lá – respondeu Silvia – não precisa de certidão de batismo para fazer a matricula, temos aqui cinco ou seis, talvez um ou dois não sejam batizados.
Marcelo não estava gostando da conversa, eles brincavam de faz de conta com o lobisomem, e sua preocupação era os homens, será que perderia os quatro milhões? Quando chegaram na clareira onde ficava a caverna, Marcelo olhou o relógio, quinze para meia noite.

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