Sem ouvir ninguém deu uma corrida curta, depois dobrou a esquina,parecia
um bom corredor,desceu a colina, os homens que usavam um terno preto, ajudavam
os que ainda estavam vivos na camionete capotada , de onde Marcelo estava
pareciam bem feridos.Marcelo viu quando
o menino chegou gesticulando perto do Homem
que parecia o líder, esse não falou nada, sacou a pistola e acertou o
menino na cabeça, gastou apenas uma bala.
-Que horror – Silvia olhou para Marcelo, sabia que ele
estava metido em alguma coisa ilegal, com seus políticos.E agora?
Marcelo resolveu não explicar nada, só falou – Vamos lá,
come é seu nome?
-Rodrigo.
-Gente, escutem só, sem alarde, sem medo, cooperando, vamos
descer o vale, depois eu explico o que está acontecendo.O dono da pousada, o
Rodrigo, vai levar agente pelo caminho seguro, vamos ter uns dez minutos de
vantagem.
Rodrigo foi para trás do balcão e pegou uma espingarda –
essa trila é desconhecida, eles vão levar mais de dez minutos para achar, temos
pelo menos uma hora de vantagem, o problema...-O homem de boné hesitou.
-Qual o problema, Rodrigo? – Perguntou Marcelo carregando
também o outro revolver que trousse.
-O lobisomem – ele cuspiu no chão – não é querendo meter
medo, mas se fosse eu? Preferia enfrentar esses homens.
A trilha começava em um lugar escondido.Marcelo achou que
foi proposital a forma com que esconderam a entrada da descida.Ficava a direita
da pousada, tiveram que retirar a cerca viva, depois recolocar,disfarçado
o que podiam, a escuridão não impedia a
visão, lua cheia, que merda, lua cheia pensou Marcelo.A cada passo Rodrigo se
benzia, rezava sem parar,Marcelo olhava para ele, não gostava do que estava
vendo, não confiava em Rodrigo.
-Quem é batizado nesse grupo? – Perguntou Rodrigo.
-Sei lá – respondeu Silvia – não precisa de certidão de
batismo para fazer a matricula, temos aqui cinco ou seis, talvez um ou dois não
sejam batizados.
Marcelo não estava gostando da conversa, eles
brincavam de faz de conta com o lobisomem, e sua preocupação era os homens,
será que perderia
os quatro milhões? Quando chegaram na clareira onde ficava a caverna, Marcelo
olhou o relógio, quinze para meia noite.
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