quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Vale do Lobisomem-J.J de Souza(Parte 5)



-Mas porque Berkeley?
-Por que não – Marcelo levantou os olhos para olhar pela primeira vez para quem fazia a pergunta – Vocês alunos de filosofia acham que a filosofia foi feita por ,Platão, Nietsche, Kant, o que mostra como o ensino de filosofia é superficial , você leu Berkeley?
-" Um queria fazer de Jesus um sábio, outro, um filósofo, outro ainda, um patriota, outro, um homem de bem, outro, um moralista, outro, um santo. Não foi nada disso. Foi um encantador" – disse o rapaz, quase sorrindo, mostrando que tinha conhecimento.
-Decorar citações... – Um barulho de carro, Marcelo ficou atento, ele desceu até a colina, duas s10 vinham a alta velocidade, os faróis iluminava a frente.
Silvia também viu, quando  uma delas, sem saber que depois da curva estava parado o ônibus se chocou violentamente contra o ônibus depois acabou capotando a outra s 10 desviou e parou cinco metros a  frente, um pneu estourou.
-Que horror. – disse Silvia  - temos que ir ajudar.
-Ninguém sai daqui – Marcelo puxou a arma  que estava nas costas, todo mundo desce e se tranca no porão.
O dono do restaurante e duas copeiras queriam saber o que estava acontecendo.
-Aqueles homens vieram para me matar – olhando para Silvia – não se preocupe não vou deixar.Explico tudo depois.
O dono do restaurante foi ao telefone – Vou ligar para a policia.Estranhamente não fez a ligação,Marcelo percebeu.
-Pode tentar, mas se conheço essas pessoas elas já vieram para cá com ordens, a policia já está no controle de, as pessoas aqui serão mortas como dano colateral, estamos a cento e cinquenta quilômetros de estrada de chão do mundo civilizado, se o senhor tem algum lugar para esconder essa gente é melhor agir.
O Rodrigo que era baixo, mas usando um traje descontraído e um boné com os escritos "bem vindo  a vila verde", depois de pensar um pouco falou.
-Podemos descer até o vale do lobisomem, ninguém desce lá a noite, principalmente em noite de sexta feira, existe uma trila que leva até lá, no final podemos esconder essas pessoas na gruta da morte. Vocês são supersticiosos?

-Eu sou – disse um rapaz que estudava arte, tinha cabelos louros e provavelmente mais que um metro e noventa – Vou até eles, converso, minha mãe me diz que não há nada que uma boa conversa não resolva.

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