- Tem certeza? – perguntou o funcionário da prefeitura. – Ninguém gosta de entrar naquele cassino...
- Dizem que o local é assombrado...
- Só porque o Arnold Kakashoro desapareceu no seu quarto durante o ataque dos Aliados a Berlim, não significa que o local seja assombrado. Fatos como esse acontecem a todo instante.
- O motivo maior não é a morte do Sr. Kakashoro. Ele próprio reclamava dos estranhos acontecimentos que cercam àquele local.
- Acontecimentos?! – perguntou Michael
- Poltergeist!
- Poltergeist?! - Michael estava atônito
- Isso mesmo.
- Faça-me o favor! – reclamou o homem, se levantando da cadeira – Você acha que realmente vou acreditar nisso?
- Não estou de brincadeiras, Sr. Ross. É algo sério!
- Eu não acredito em fantasmas, poltergeist ou algo parecido.
- Mas deveria acreditar.
- Eu volto daqui a alguns meses e irei te provar que não há acontecimentos sobrenaturais naquela mansão.
O funcionário respirou fundo.
- Como quiser!
Na tarde daquele mesmo dia, Michael e Diana se mudaram para seu novo lar. O casal vinha de Munique e acabaram mudando por conta do emprego de Michael junto ao Ministério do Interior; este era o motivo da pressa em adquirir um domicílio. Essa mansão foi um achado, pensou consigo mesmo. Grande, perto do serviço e barato. Melhor impossível, concluiu.
Diana arrumou, de forma improvisada, um colchão inflável e várias colchas, que o casal trouxe para Berlim. Os móveis e demais pertences sairiam de Munique na manhã seguinte, em um caminhão fretado.
O casal dormiu no maior quarto da enorme mansão. O recinto ficava no lado oposto da entrada de um corredor com seis portas, na ala leste. Depois do local se transformar em hotel cassino, os quartos foram numerados, e aquele era o quarto de número 28.
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