quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Vale do Lobisomem- J.J. de Souza (Parte 3)


        -Combinado – Preciso ir, o governador está me esperando.
        -Já, achei que ia tomar banho comigo.
O ônibus parou em frente a igreja matriz, ponto de encontro, Marcelo estava impaciente, tinha pedido ao governador  liberação menos por duas noites, ele não aceitou, tinha que voltar no domingo.
Marcelo ouviu o governador falar ao berros– Marcelo, não estou te entendendo, estamos perdendo a eleição e você quer ir passear numa merda de hotel no meio do mato?
        -Minha mulher...
O governador estava nervoso, ele que dava por certo a reeleição estava cinco pontos atrás na pesquisa e caindo, certamente já estava perdido, tinha se envolvido num escândalo com o desvio do transporte escolar, havia provas para todo lado. – Já te disse, larga essa mulher, consigo três mais bonitas e que você pode mandar, é só pagar, já disse você trabalha pra mim, pode ter vida pessoal.
Concordou em voltar no domingo pela manhã, só não sabia como faria

isso, já que o ônibus voltaria  domingo a tarde.
Silvia abraçou – Dois dias juntos, sabe quanto tempo não conseguimos fazer isso?
Ele sabia.
O caminho estava agradável e quando chegou à zona rural estavam todos cantando no ônibus, coisa de adolescente, uns puxarão cações da MPB conhecida, outros música gospel, a cabeça de Marcelo estava para rachar, loucuras que se faz por amos.
O ônibus, em uma manobra errada caiu em um buraco , depois da curva, que deixou a estrada perigosa, sinalizaram co galhos,ficaram a cem metros da entrada da sitio Vila Verde, em pleno sexta-feira a tarde.Marcelo, Silvia, e todos os alunos convidados para o jantar de despedida da professora de artes tiveram que caminhar.O Restaurante, que também era um hotel, ficava em uma pedra, era todo construído em madeira no alto, a visão era espetacular, mesmo para um individuo de zona urbana como Marcelo, tudo parecia muito bonito, do alto onde ficava o restaurante uma clareira , na área ficavam os cercados com os animais, a direita um playground  infantil, e  a esquerda,pouco mais  a frente o estacionamento, onde o ônibus deveria ficar.P ara entrar na pousada passavam por uma ponte, em baixo tinha um lago, construído de forma abrigar um grupo de peixes, tudo para fabricar um cartão postal de turismo agrícola.

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