sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Soneto à honorável Lay Mary Coke

A gentil donzela, cuja triste história
Estas páginas melancólicas narram;
Dize, graciosa ama, se conseguiu
Extrair-te da face uma só lágrima?

Não; nunca foi teu peito generoso
Insensível ás humanas amarguras;
Terno, porém firme, se tortura
Por fraquezas que nunca conheceu.

Oh! protege as surpresas deste canto,
De vil ambição castigada por destino,
Do julgamento impertinente a razão;

Dá-lhes um sorriso, é quento basta
Para expandir minha vela imaginária
No fundo, teu sorriso é o que me vale.

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