Ouvi sua risada macabra,
Alerto meu instinto em defesa,
Afinal essa é minha natureza,
Que som é esse que me devora,
Vozes do além me apavoram.
Diga-me quem és tu,
Que me assusta e conduz,
A esse lado obscuro...
Um medo exemplar,
Da minha mente, não vai passar.
Vejo vultos e sombras,
Percorrendo minha esperança,
Afasto-me do medo e me fecho,
Nada a falar, assim me despeço,
E com um sussurro adormeço.
Ao acordar uma cena,
Terrível e assustadora,
Moveis espalhados...
Vultos pra todo lado,
Barulhos de caminhar,
travei não conseguia falar.
Me lembro do psiquiatra me dizer...
-Você estava com uma faca,
E o sangue marcava seus paços,
Você não reagia, apenas falava...
Vozes do além, agora se calam.
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